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quinta-feira, 10 de junho de 2021

24) A Morte e o Meteoro

Depois de ir ao lançamento do livro, aqui em Beagá, num Sempre um Papo de 2019, com o Afonso Borges e enfrentar a leitura sem muito entusiasmo da primeira vez, acabei de reler A Morte e o Meteoro, de Joca Reiners Terron, semana passada, em pequenas rajadas, assim como o autor do livro diz escrever. O livro conta a história de Boaventura, um indigenista aventureiro e sua missão para exilar os últimos cinquenta indígenas do Brasil, os Kaajapukugi, ameaçados de extinção depois da destruição da Amazônia. Eles serão transferidos ao estado de Oaxaca, no México. O livro é dividido em quatro capítulos, com o tempo cronológico tendo a consistência de uma gosma, em que passado e futuro se mesclam, característica que encontra eco no pensamento dos Kaajapukugi sobre a existência e a origem do mundo. A narração do livro fica por conta do substituto de Boaventura, já que este último morreu de forma misteriosa no decorrer da missão. Conforme a história é contada, somos envolvidos em uma trama que revela tensões, motivações e conspirações nada agradáveis em relação ao exílio dos Kaajapukugi. Indico - até porque aqui só escrevo sobre o que gosto.